Você já parou para contar quantos copos de café já tomou hoje?
Qual a cor favorita do seu melhor amigo e qual o chocolate favorito da sua mãe?
Estranho, pensar que são coisas simples e a maioria dos humanos normais não conhece ou faz pouco/nenhum caso de saber.
Se o simples é difícil o que dirá das coisas mais complexas.
Sentimentos,conhecimento, perturbações...
O mundo permanece o mesmo e todos aqueles homens gritam balançando cartazes na esperança de salvarem sua espécie.
Melhores amigos, amigos, estranhos, namorados e namoradas.
E nem a maldita cor favorita do seu melhor amigo você sabe.
Começa a divagar e novamente esta longe de tudo, como se nada mais importasse a não ser pensar, fugir do mundo, se infiltrar em uma realidade pensada que ainda não existe mas que da esperança de existir, é uma espécie de miragem.
Os dias vão passando, passos largos, quietude, calma, trabalho
E mais uma pilha de papéis e matérias para estudar.
O gosto de café não sai da boca, porque já foram 2 garrafas e ainda não esta escuro lá fora.
A mente abandona o sono, o sono não abandona a mente e o dia gira.
Ele gira até você se lembrar de perturbações, conhecimento e que nem a cor favorita do seu melhor amigo você sabe.
Ele gira até você se lembrar de perturbações, conhecimento e que nem a cor favorita do seu melhor amigo você sabe.
Sensação de que esqueceu o aniversário de alguém importante, mas se fosse importante mesmo, não teria esquecido, mas não tenho culpa do que penso, sinto, deixo de sentir, esqueço.
Humanos normais que conhecem mas fazem pouco caso de saber.
Gritos, protestos, mortes e escândalos, mas o mundo continua o mesmo.
Passos menores, caos, desemprego
E nada mais existe para que tenha um valor digno de ser estudado.
Mentes entorpecidas, cadáveres esquecidos e a sua luta deixa de ser por direitos passando a ser sobrevivência.
Alesson Lasombra

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