A Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) veicula a partir de hoje campanha publicitária para dizer que Deus pode não existir.
As peças de propaganda, com frases como "Religião não define caráter" e "A fé não dá respostas. Ela só impede perguntas", circularão em ônibus de Salvador e Porto Alegre por um mês.
"O prazo pode se estender, se tivermos doações", diz Daniel Sottomaior, da Atea.
A campanha teve início no Reino Unido em 2009 e se espalhou por outros países, com resultados distintos.
Nos EUA e na Espanha, a iniciativa deu certo, provocando a esperada polêmica. Na Itália, a veiculação foi proibida. Na Austrália, a companhia responsável por anúncios em ônibus se recusou a exibi-los.
Algo parecido aconteceu em São Paulo. Depois que conheceu o conteúdo dos anúncios, já após a assinatura do contrato, a empresa que os veicularia se negou a fazê-lo, alegando que a legislação proíbe temas religiosos. A Atea avalia a possibilidade de uma ação judicial.
Metade dos cerca de R$ 10 mil utilizados na campanha brasileira vem de pequenas doações e de recursos da própria instituição. A outra metade vem de um único doador paulista que prefere permanecer anônimo.
Empresas de mídia barraram uma campanha publicitária com dizeres contra a religião patrocinada pela Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos). As firmas se recusaram a veicular os anúncios mesmo depois de o contrato já ter sido assinado. A Atea estuda as medidas judiciais cabíveis.
Extraido da Folha . com ( http://migre.me/2R216 )
Fico me perguntando se isso realmente é certo, ou justo.
Bem, como muita coisa no mundo é óbvio que não, cansei de negar inumeras vezes folhetos cristãos na rua, nas paradas de onibus e até na internet.Inclusive a Deputada Eliana Pedrosa estava distribuindo santinhos católicos e cristão na rodoviária de Brasilia, ela perguntava se a pessoa era evangélica ou católica e entregava o santinho de acordo com a resposta.Foi uma das que se assutou quando eu disse nenhuma das duas, e o povo da fila me olhou quando eu disse que não de novo quando ela perguntou se eu era espirita.Simplesmente saiu entregando para o resto da fila. Não que eu não tolere, eu simplesmente não quero.Eu Posso?!
De qualquer modo as pessoas notam minha atitude e me acham " estranho", O que é?! Eu tenho que ser cristão como a maioria? Ou devo ser hipócrita como outra maioria e jogar o folheto no chão quando o que me entregou se virar?
É uma tremenda falta de vergonha e domínio psicológico das massa no quesito religioso. Como se isso fosse novidade.Eu não tenho religião, as pessoas podem respeitar isso?
Eu respeito todos como iguais, nem quero saber desse quesito religioso, me apego ao aspecto humano!
Esse sim prova se a pessoa é digna ou não de respeito.
Ja parou para pensar quantas vezes recebeu um " santinho" na rua e jogou no chão?Prática imunda e absurda idepentende do conteúdo ali escrito.Mas de qualquer modo , mesmo que se incomoda, nada dizem, nada fazem.Agora um conjunto de empresas se apegam a isso para seu parlamento cristão e proibem.
Nossa, que justiça é essa?
Todos podem ser cristão e distribuir seu santinhos por ai, mas se ateus fazem o mesmo, são proibidos e ironizados.
Vejamos Art 5° da Constituição Brasileira?
"...VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias..."
Acho que isso ja explica muita coisa!
Alesson
O termo subversão está relacionado a um transtorno, uma revolta; principalmente no sentido moral. A palavra está presente em todos os idiomas de origem latina, e era originalmente aplicada a diversos eventos, como a derrota militar de uma cidade. "Tem horas que eu desejo a ignorância, algum tempo depois volto à amar a subversão." Rúben Eliazário de Camargo
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Passe em um posto de doação e deixe um cobertor, deixe um litro de água, ou talvez um brinquedo.
Isso é solidariedade e coletividade?Não mesmo, pelo menos não observando com olhos mais céticos de quem não quer fugir a realidade e acreditar que esta ajudando.
Cada dia mais nos deparamos com isso, Chova, enchentes, tufões e até tornados. Talvez a fúria de Gaia, esse imenso organismo vivo denominado Planeta Terra.
Então, voltando ao assunto de caridade, seria grosseiro dizer que eles pagam pelo que fazem?
Seria falta de humanidade e afeto dizer que isso nada mais é do que culpa dessas pessoas que não percebem a consequência de seus atos?
Não!Tudo que fazemos tem volta, para toda ação, existe uma reação, de igual ou maior intensidade.Isso é física, pura e simples.
Nada de castigo de Deus, ou desastre Natural.
Uma cidade com mais de 16 milhões de habitante, partindo da ideia de que cada ser humano produz de 1,0 a 3,0 Kg de lixo por dia.
Isso quer dizer, mais de 24 toneladas de lixo por dia.
Muitos moradores da favela não têm coleta de Lixo, e muitos outros habitantes mesmo tendo utilizam de um meio antigo, livram-se deles jogando nas encostas longe de suas vistas, como se isso fosse acabar com ele da noite para o dia.
O que leva mais de 5 toneladas de lixo para as ruas, e espalhado pelo vento chegando até os bueiros e o Mar.
Bem, leiam essa matéria e entendam o que se passa.
Rio de Janeiro, 12/04/2010 – Os habitantes da favela de Gurarapes, no Rio de Janeiro, não sabem que o temporal que os fez fugir de suas casas tem uma origem global: o aquecimento do planeta. Mas em seu pequeno mundo deste bairro pobre e de casas precárias em um dos morros da cidade, identificam claramente a origem local da tragédia: o desvio artificial de um manancial que progressivamente causou a erosão da encosta onde viviam. Desde seu meio acadêmico, o oceanógrafo David Zee tem claras as duas razões. E as viveu na própria carne.
Pode explicá-lo com palavras de especialista, embora prefira usar outras mais comuns ao se referir ao isolamento forçado, de quase três dias, em seu apartamento na Barra da Tijuca, bairro que ficou inundado pelo temporal que começou a atingir a cidade no dia 5. O que antes era considerado extraordinário, começa a ser ordinário” disse à IPS este professor de Oceanografia Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estas catástrofes provocadas por uma inclemência de chuvas, que as autoridades estatais consideram a pior em quatro décadas, “vieram para ficar”, acrescentou.
Zee, que também coordena o curso de Mestrado em Meio Ambiente da Faculdade Veiga de Almeida, atribui a intensidade do temporal a um fenômeno vinculado a “mudanças climáticas globais, que têm efeitos locais”. Refere-se, entre outros, a uma atividade maior desde o final de 2009 do fenômeno climático El Niño/Oscilação do Sul, que se caracteriza por um aquecimento anormal na superfície tropical do Oceano Pacífico. “No Rio de Janeiro sofremos um fenômeno climático que tem uma causa global. A energia adicional de mais temperatura do mar se transforma em uma evaporação maior da água”, o que, por sua vez, produz mais chuvas, explicou.
Este fator global se agrava por outros de origem local, como a configuração geográfica da cidade do Rio de Janeiro, construída “entre a pedra dos morros e o mar”. O Rio de Janeiro “é como o marisco, espremido entre o mar e uma faixa costeira estreita”, disse Zee. “Como dizemos, quem sofre é o marisco”, acrescentou. Para piorar as coisas, existe a deterioração ambiental causada pela expansão demográfica da cidade. O concreto domina a cobertura florestal, que antes retinha a água nos morros e agora a deixa passar. E em nada ajuda a eterna deficiência dos sistemas de drenagem e o acúmulo de lixo nas encostas dos morros.
Quando entra uma frente fria na região, choca-se com essa grande “muralha” costeira e, não tendo como “escorrer
Barra da Tijuca, bairro de classe média e alta, a inundação não aconteceu por acaso, mas em razão de um explosivo desenvolvimento imobiliário que não respeitou nem margens de rios nem de lagoas.
Longe dali, em Guararapes, um grupo de mulheres não precisa de conhecimentos especializados para explicar aos gritos suas próprias causas “locais” da tragédia. Seu desespero é compreensível. Após uma vida de sacrifícios, construindo tijolo por tijolo sua casa, de ali criar os filhos e enterrar seus país, agora têm de abandonar tudo porque o risco de desmoronamento aumenta. Asseguram que tudo começou quando foi desviado um manancial que era sua fonte natural de água para um projeto privado no alto do morro.
Desde então, uma infiltração foi drenando progressivamente o terreno, disse à IPS Jurema de Moraes. “Tivemos que abandonar nossas casas porque tudo vinha pra cima da gente. Não temos luz, não temos água, o perigo é grande e nem sabemos onde iremos viver”, reforçou Elizabethe da Silva, outra dos 500 moradores de Guararapes. O desvio do manancial, que antes fluía claro e abundante e satisfazia a sede de toda a comunidade, provocou uma catástrofe adicional.
O volume incomum das chuvas, que em um dia superou o previsto para todo o mês, derrubou a caixa de água comunitária, que caiu sobre uma casa e matou as três pequenas filhas de uma mulher que conseguiu sobreviver. “Já morreram três meninas, dormimos à intempérie, mas negam tudo porque este é um lugar turístico”, disse Elizabethe numa referência ao fato de pelo morro passar o bondinho que leva ao Cristo Redentor. “A natureza não pode ser culpada porque sabe o que faz”, disse, por sua vez, Waldemar Santana. “Mas o homem sim”, acrescentou.
Muito longe de Guararapes, em Niterói, outra tragédia também teve sua mistura de causas locais e globais. Ocorreu no Morro do Bumba, com a destruição completa de um bairro erguido sobre um antigo aterro sanitário e que, inclusive, recebeu melhorias de sucessivos governos. Com o vendaval, as casas rolaram encosta abaixo, em uma enxurrada de cimento, tijolos e corpos de seus moradores, que sepultou as casas construídas mais abaixo. As equipes de resgate se afundam nos restos emergidos do velho lixão, que fez aflorar restos de sacos plásticos e resíduos em meio a um cheiro nauseabundo. O secretário da Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cortés, reconheceu irritado que este era o lugar menos apropriado para um assentamento.
Em 2007, a Universidade Federal Fluminense (UFF) antecipou que em Niterói existiam 143 áreas propícias a deslizamentos. “Considerando a quantidade de assentamentos irregulares que temos em nossa cidade, a única solução é trasladar as famílias que estão em áreas de risco e promover a urbanização e regularização da propriedade da terra das demais”, disse à IPS Regina Beienestein, especialista em Urbanismo da UFF. A Universidade aponta, entre outras causas do desastre atual, o desmatamento dos morros, onde, em geral, pessoas pobres constroem suas casas. É uma contribuição brasileira ao aquecimento global e teve um efeito espiral sobre a própria tragédia.
Fonte: IPS/Envolverde
© Copyleft – É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.
Assinar:
Postagens (Atom)
