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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Pequenos Furtos





   Existem pequenos furtos facilmente tolerados. Não estou me referindo aos sentimentos roubados, que são os piores crimes. Furtos leve que viram gracejos. Não entendo o motivo, mas são vistos como brincadeiras.
   O que faz alguém com posses, responsabilidade e educação furtar um cinzeiro de um restaurante? Botar na bolsa ou bolso o objeto com a despretensão de quem assoa o nariz. Sair como impunidade de um sol, E não se coçar de culpa.
   Pois tenho um parente bem resolvido, que transportou o cinzeiro, o paliteiro e o saleiro do restaurante. Ainda deixa na mesa da cozinha, exibindo o troféu ás vistas. Pode? Já fiquei com vontade de desfalcar a jarra do azeite para completar a minha familiar coleção. No momento de fuga, desisto. Consigo unicamente roubar a mim, nunca aos outros. Faço um olhar suspeito até as lagartixas estranham.

  Sinto-me anti-social, excluído da estratégia adotada pelos grandes círculos. Visitava um amigo no interior de São Paulo, e o que reparo na escrivaninha: um cinzeiro de restaurante de  Porto Alegre, Sem comentários. Isso, que ele nem fuma. Será que é falta de educação sair de um lugar sem levar nada? Acho que preciso me acostumar a moda. Essa pequena transgressão deve trazer charme ás vidas regradas, comportadas, de guardanapos nos joelhos. É sinal de desobediência civil ou de indulgencia intelectual.
  Hotel é a principal vítima dessa modalidade de desaparecimento. Claro que o hóspede responderá ao fechar a conta: "Consumi apenas água." Não fala que esta carregando o xampu, os sabonetes, e as toalhas e,se perigar, o lençol do quarto, todos compridos na mala. Isso acontece porque não estamos todos em casa de amigos? Por que alguém nos enxerga? assusta-me o que se poder fazer não se é visto. A atitude é uma travessura ou uma necessidade?
  A desculpa para os desaparecimentos é  uma só, a de querer uma lembrança do local. Pelo jeito, já não basta imã de geladeira, porém, deseja a geladeira, Testemunhei loja em incêndio, onde transeuntes exploravam o estabelecimento para abraçar  o que pudessem encontrar pela frente. Gente de gravata e maleta, que corria como um indigente faminto, para tirar vantagem da situação. Esses furtos invisíveis foram uma corrente, uma seita. Do avião, pega-se o cobertor. Do ônibus, belisca-se o travesseiro. Se for possível, transportavam-se as cadeiras dobráveis do cinema.

   Não me interessa julgar, esses furtos devem ser perdoados. Não perdoo quem carrega chinelos de motéis. Aquelas patas desengonçadas ridículas, desconfortáveis. Tudo tem limite. Levar chinelo de motel é a decadência.




 Autor: Fabrício Carpinejar


Retirado do Livro Canalha!

terça-feira, 6 de março de 2012

"Os dias estão perdendo a razão,
As pessoas estão perdendo os dias

Os dias tem perdido o brilho

O brilho não mais habita os olhos.
As palavras estão perdendo o sentido
O sentido esta perdendo a razão.


O instinto perdeu o controle
O controle perdeu a razão." - Alesson Campos



Todos os dias, milhares de milhões de pessoas saem de suas casas dispostas  a conquista, a usurpação do poder de conforto e facilidade.
Quantos conseguem?
Não entendem que quanto mais se esforçam, mais ficam longe daquilo que buscar dentro de si.
De que adianta correr mais rápido, se o que se deseja esta dentro de você, em algum lugar que não pode ser alcançado?
Dizem que os olhos são as portas da alma, e eu acredito que a língua é a guilhotina da vida.
É necessário usar a porta para que a guilhotina afiada não corte a razão.
A máquina não pará a mais de dois séculos o homem luta e conquista bravamente objetivos inimagináveis, inigualáveis que a pouco tempo atrás não eram nem sonhados.
O homem esta se tornando rápido demais, pensativo demais e duro demais para notar o que esta ficando para trás.
Toda essa maquinação e evolução, deve ser tida como uma ferramenta, e não como um objetivo, a liberdade de se pensar demais e expor o pensamento, tem dado lugar a uma alienação inconsciente de meios novos.

Quantos não se pegam alimentados por uma rotina indevida de pensamentos vazios e inconstantes com mesmo objetivo de calar? A diferença é que agora se tem a voz falsa, um grito de alerta que é ouvido, apoiado, mas que muitas vezes não é refletido.

Parem de viver para trabalhar, e trabalhem para viver.

†Alesson Ľäsðmбяå†

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O que é confiar?

Uma rápida pesquisa ao Aurélio e teremos :
CONFIAR[Do lat. *confidare, por confidere.]
Verbo intransitivo.

1.
Ter confiança; ter fé; esperar, acreditar:
É um crédulo: confia demais.

Verbo transitivo indireto.

2.
Pôr ou ter confiança, esperança (em alguém ou em alguma coisa):
esperava; não confiava em si absolutamente, mas confiava muito do acaso.” (Aluísio Azevedo, O Coruja, p. 273).

Verbo transitivo direto e indireto.

3.
Comunicar ou transmitir em confiança:
Confiei-lhe a minha opinião sobre o assunto.

4.
Confidenciar (1):
“Enquanto ela confiava da irmã o despeito e aversão com que a deixaram as últimas palavras de Calisto Elói, estava ele no seu gabinete retocando e piorando aquelas linhas rimadas” (Camilo Castelo Branco, A Queda dum Anjo, p. 152).

5.
Entregar em confiança; fiar.

Verbo pronominal.

6.
Ter confiança; acreditar; fiar-se. [Pret. imperf. ind. confiava, ....
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Temos aqui seis exemplos básicos do que temos em mente quando estamos falando de firmar um tratado de confiança mutuo.
Quando pensamos em namorar, em estar junto, em ser amigo, em confidenciar, todas essas definições estão ocultas no nosso intelecto. Na nossa inconsciência, no nosso estado letárgico de pensamento, porém ativo em sensações.
Nosso autoconsciente nos entrega uma bandeja com vários exemplos do ocorrido, e nossa consciência se opõe colocando situações lembradas logicamente. Por que as vezes deixamos nos levar pela consciência e nos entregamos sem ao menos ter real motivo de uma certeza lógica de que sentimos isso que esta sendo debatido se temos medo de ser traídos.
Complexo?
Só quero dizer, porque confiamos em alguém que não merece nossa confiança?
Acho que vem do instinto de desafio humano, de tentar mudar alguém, de tentar se sentir bem por ser um diferencial na vida alheia. Essa constância  humana me coloca a pensar em tudo que eu já fiz e deixei de fazer por tal exemplo.
Somos tão teimosos com nosso autoconsciente que tentamos usar da lógica inexistente para burlar nosso senso de julgamento. Usando o motivo que nem ao menos é concreto para nos, para nos dar base real de tentarmos algo que no fundo é nossa vontade, se é assim não em porque reclamar de ter dado confiança.
Não se pode reclamar se a escolha foi sua.

Acho que muitos homens ( no sentido real de toda raça humana) preferem se apegar ao seu desejo primitivo do que crer que pode ser diferente, generalizando e assim banalizando conceitos informais oras incômodos que se dão a maioria. Os poucos tidos como raros são ocultados por essa maré insana de mentiras e conceitos e então se veem ofuscado e nada podem fazer para mudar isso. São tidos como hipócritas
Somos dotados de escolhas, livre arbítrio, temos a opção de sim e não. Não é porque 9 dizem sim e um diz não que esse não mente quando diz dizer não.
Tende-se ao escárnio a tentativa de ser diferente, tendo em vista a falta de desejo de ver o outro diferente, que soa como mais forte, por poder ignorar ao bestial instinto primário de ser desafiador da consciência humana.

Para o inferno com esse papo chato, acho que tomei café demais.
A verdade é que isso tudo ai diz, existem pessoas em que se realmente podemos confiar e existem pessoas que achamos que realmente podemos confiar. A diferença básica entre as duas, é que uma vence o instinto, a outra se deixa levar.





†Alesson Ľäsðmбяå†

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Doses comemorativas e dias alcoólicos

     Acorda cedo sempre foi um problema, mas sempre foi rotineiro.
Sensação de ressaca constante, todos os dias, com álcool ou sem álcool com sono ou sem sono.
Aquele terrível mal ,boca seca ,desorientação constante que é diário, inevitável, um sacana.
Pessoas repetidas se tornam como um borrão, acopladas a outras tantas informações inúteis, você começa a se perguntar quem vive e quem realmente sobrevive, quem é como você , quem é diferente.
Todos somos seres humanos? Mas se o conceito é concedido por humanos e humanos estão sujeitos ao erro não seria possível dizer que alguns de nos não somos humanos pegando como base o erro de um conceito que formula algo fixo? Tudo sem virgula mesmo, desumano.
Seja como for, humanos e não humanos se espremem na rotina diária por uma luta às vezes em vão.
Mas acho que perdi o ponto, o conto o dito ou maldito que não volta para expressar o que estava na mente quando comecei a escrever.
 Seja a confusão alheia ou a bagunça interna o que se passa é inconstante, um borrão de ideias,um emaranhado desengonçado forjado por ironias vivenciadas diáriamente.
O mundo é um lugar de loucos, portanto chega de discursos plausíveis, sustentados por falsas bases e conceitos míticos a tanto tempo prometido e nunca cumprido.
Guerra de conceitos, quantas contradições, você tem que não concordar com o não dito e dito do porém?

Não é a loucura em suma que ira lhe tirar a razão da amizade ou a base de uma vivência menos doentia nesse mundo tão doce e moderno.
Não é, não são os conceitos pessoas que devem afastar do amigo o afago companheiro da amizade verdadeira.
Percebendo onde vivemos, discordar é crer, pois a inconstância de conceitos humanos, nada mais é do que um momento. Alheias apenas aqueles que desacreditam.Tão egoístas, pessoas que nunca serão suprassumos em pensamento.
Coloque nos prazeres concedidos por divagações sem hora, porém não sem fundamento, de uma roda de amigos que bebem e escarnecem aquilo que não faz parte da vivência locomotiva do que chamamos amizade.
Observe o porém e entenda que seus conceitos egoístas não podem fazer parte de uma bela amizade, isso não quer dizer que eles não podem existir, guarde-os para si e através de suas atitudes tentem mostrar o que tanto quer que os outros venham a aprender.

“ Verdadeiros amigos nunca se vão”.

†Alesson Ľäsðmбяå†